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Combatendo a depressão de segunda-feira (e tem pôster grátis!)


Mais uma semana começando! E se você sofre com a típica depressão de segunda-feira, tenho uma ótima notícia: ela tem cura!

E não é difícil, é uma questão de perspectiva. Por mais que você não esteja no trabalho mais inspirador do mundo, fazendo algo que goste, encare como uma etapa que precisa ser atravessada para que se chegue ao ponto onde realmente você deseja estar. Read more

Citação

Desafio do dia: encare-se no espelho e diga “você é linda” em voz alta


Conseguiu fazer o que o título diz? Foi difícil?

Dia desses eu estava navegando pelos feeds de blogs que recebo na caixa de entrada do meu e-mail (e você também pode receber minhas atualizações direto na sua, é só assinar os posts preenchendo seu e-mail na coluna lateral do blog :D) quando li esse post do Não Sou Exposição, falando sobre o mito da calça 38. Read more

Vídeo

TAG: livros e blá blá blá


Me aventurando pelo mundo das tags! A primeira que escolhi foi sobre livros, e achei bem legal 😀

Dá o play, que o vídeo tá bem engraçado:

Se você não está conseguindo ver, clique aqui.

Espero que tenham gostado 😀 Quem quiser sugerir outras tags, pode deixar nos comentários 😉

O problema que eu tinha no guarda-roupa (e na cabeça)

O problema que eu tinha no guarda-roupa (e na cabeça)


Quem dera meu guarda-roupa me levasse pra Nárnia...
Quem dera meu guarda-roupa me levasse pra Nárnia…

Quando pensei no que queria colocar como desafios pra mim mesma em 2015, uma das primeiras coisas foi ter menos preguiça de me arrumar. Sim, eu adoro maquiagem, adoro cuidar do cabelo e pintar de cores pouco convencionais, mas quando chego no meu guarda-roupa me torno o exato oposto disso.

Detesto ter que pensar no que vestir, detesto comprar roupa e sapato, tenho calafrios só de ouvir falar em festa e ter que fazer alguma produção mais elaborada. Sim, surto numa loja de cosméticos, perco a noção de tempo, quero levar tudo, adoro zapear atrás de novidades… mas se a loja for de roupas e sapatos eu desanimo totalmente.

Pensando a respeito disso mais profundamente, percebi que está muito relacionado ao fato de que não gosto muito do meu corpo. Revirando mais um pouco as memórias, notei que veio desde muito cedo. Quase sempre me vesti com a ideia chamar a menor atenção possível.

É uma reação inconsciente, se você não gosta de algo, tenta esconder, né? E acho que foi daí que construí muito da minha imagem visual sem perceber direito. E foi assim que, ao longo dos anos, meu guarda-roupa virou um abrigo de cores sóbrias e peças básicas. Quase tudo preto, branco, bege, azul marinho ou cinza, com pouquíssimas variações. Tenho algumas peças coloridas hoje em dia e me sinto A OUSADA FASHIONISTA quando uso, hahahaha. Coisas que são básicas pros outros, tipo uma camiseta pink ou uma blusa vermelha 😛

Estampas? Nem pensar, chamam muita atenção. Vermelho, amarelo, pink, verde e cores vibrantes? De jeito nenhum por muitos anos. O mesmo para tamanhos mini e decotes grandes, ou qualquer coisa que eu achasse que chamaria atenção demais. Se eu morasse num lugar frio, tenho certeza que andaria só com a cabeça aparecendo, hahahaha. Mas no calor infernal de São Luís, é impossível.

É triste, mas muitas vezes eu via algo fofo numa vitrine e achava super bonitinho, mas nunca arriscaria nem experimentar. Fica bonito no manequim, não em mim. Era um pensamento recorrente. E assim peguei tédio de lojas de roupas e sapatos.

Na minha adolescência, eu adorava usar saias, tanto porque achava minhas pernas grossas bonitas, quanto porque no calor  são peças fresquinhas. Mas a quantidade de pessoas que ficava me zoando por ter pernas muito brancas, ou que queria passar a mão achando que era meia calça me aborrecia demais quando eu saía de casa. Ter estranhos na rua passando por mim e perguntando por que eu tava de meias brancas ou me mandando tomar sol (no Maranhão não é nada comum gente branca, sardenta e ruiva) era tão frequente que eu aposentei quase todas as saias tentando fugir dos constrangimentos.

Depois começou o inferno dos sapatos. As mocinhas de 15 anos sempre querem usar salto né? E eu, além de ser completamente desengonçada num salto, tenho o pé grande em relação à maioria (calço 39/40) e muito fino, logo quase nenhuma sandália que caiba no comprimento fica ajustada na magreza dos pisantes. Então abracei os tênis, rasteiras, all star, e sapatilhas com amor.

Mas sempre que tinha uma festa, começava o sofrimento de novo, de encontrar algo que servisse e que eu conseguisse me equilibrar em cima. Já disse que tenho 1 joelho bugado e os 2 tornozelos frouxos? Pois é, já torci o pé usando havaianas rasteiras, pra vocês terem noção. Logo, festas pra mim são pra ficar sentada, porque um salto de 6cm (é o mínimo que encontro nos sapatos da minha pontuação) já se torna um desafio pra caminhar do carro até a minha mesa.

E assim fui empurrando os anos e as roupas dentro do armário, sem me dar conta de que isso estava virando um problema. Quando fiquei adulta e ganhei mais peso, as coisas começaram a ficar realmente sérias, porque eu sempre saía dos provadores chorando. Sabe o que é usar uma calça jeans até ela rasgar no fundo porque não encontrava outra que sirva? Eu sei. E ela rasgou no meio do shopping. E eu de novo estava procurando outra. O problema: tenho 113cm de quadril, mas não em forma de culotes. E quando a calça entra no quadril, todo o resto dela é no dobro do meu tamanho. Isso pra não falar da maldita cintura baixa. E justamente por ter o pôpô avantajado, só uso calça escura e sem lavagens, pra não chamar atenção. E calça discreta é outro item raro no mundo dos fast fashion de jeans rasgados, bordados, estilosos, chamativos e feitos para pessoas magras e sem muitas curvas.

Sim, sou mão de vaca. Nem que tivesse, eu daria mais de R$100 num jeans, porque gente, é só um jeans. Pra mim a marca pouco importa. Tem coisas que valem mais à pena de se gastar do que jeans, sabe?

Mas veja bem, isso era na época que eu usava jeans. Cansada de levar 14 ou 15 peças pro provador e nenhuma servir direito (eu acabava comprando a que fechava, não a que eu gostava), voltei pras saias. Sim, as renegadas. Claro que soltinhas e na altura do joelho, porque num quadril tipo o meu, mini saia fica parecendo cinto apertado, uma derrota. Não curto mostrar tanto.

Atualmente, estou numa fase de sobrepeso grande, por isso perdi quase todas as roupas, que não me servem mais. Estou investigando a saúde, pois desconfio de alguns problemas, e pretendo voltar ao corpo normal de antes assim que possível. Só que enquanto isso não chega, meu guarda-roupa tá aqui me encarando, mais assustador do que nunca.

Sério, a gente cresce num mundo onde ter as pernas brancas (e o resto do corpo também) numa cidade praiana incomoda as pessoas a ponto de elas te perturbarem na rua. Onde ser diferente em qualquer aspecto já te faz ser julgado de um jeito ruim, preconceituoso.

Eu comecei meu escape pela maquiagem, desafiando todo mundo que me dizia desde criança que eu não podia usar batom vermelho por ter a boca/lábios grandes. Depois fui pros cabelos. Cortei na nuca um cabelo que era na cintura, e ouvi muito do estigma de que a mulher bonita tem que ter cabelos longos. Me apaixonei pela praticidade dos cortes médios e curtos e nunca mais meu cabelo foi grande como era antes.

Depois vieram as cores. Quando eu era criança, ser ruiva era sinônimo de apelidos de mau gosto e comentários maldosos. Ainda não tinha Marina Ruy Barbosa pra fazer as pessoas acharem ruivo uma cor bonita, e muito menos quererem o cabelo laranja. Então as coisas eram muito diferentes do que são hoje. Pra completar, minha cidade é tipicamente provinciana, onde as pessoas tem uma cabeça mais tradicional, então na infância eu já fui xingada na rua e já me perguntaram se eu era bruxa. Oi?

Ah, dane-se, eu queria um cabelo roxo e finalmente pintei em 2013. Desde que comecei a pintar nunca fui tão feliz com minha cabeleira. Sabe quando você olha no espelho e sente que achou o cabelo que sempre quis? Pois é, e eu sempre quis mudar, e depois que a coragem me conheceu, eu fiquei mais feliz com o cabelo mutante 😀

Sim, tem gente que fica zoando na rua, tem quem aponte, faça cara feia, fique rindo, ou simplesmente olhe com cara de reprovação. Claro que tem também os que elogiam 🙂 Mas nenhum dos comentários me fez querer mudar (mesmo uma oferta de emprego que exigia “cabelos normais” pro cargo), e eu notei que se sentir bem na própria pele é uma coisa maravilhosa, que eu quero mais vezes, e de mais jeitos.

Então comecei a encarar meu guarda-roupa. E o espelho grande (que mostra o corpo que eu me esforço pra esconder). Dessa vez eu vou compartilhar o exercício com vocês. Sim, porque é um exercício diário de curiosidade, de criatividade, de ousadia, de auto conhecimento.

Tentar se ver com os próprios olhos e não os olhos alheios (da família, dos amigos, dos estereótipos que a gente absorve desde criança) é bem mais difícil do que parece, porque nossa noção de beleza está impregnada de preconceitos alheios.

E não só um desejo de ano novo,  esse é um desafio que eu quero pra vida. Lembrei porque eu achava minhas pernas grossas e pálidas bonitas quando eu era mocinha (lá pelos 12 anos). Era porque elas me lembravam algodão fofinho: arrendondadas, branquinhas e macias. Me davam a sensação de ser fofa e leve por onde elas me levassem.

Quero voltar a ver as coisas como eu via antes, sem que me dissessem como deveria ser. Como quando eu era criança e pensava que era de chocolate branco com gotinhas de chocolate ao leite, porque Papai do Céu devia gostar de chocolate em gotas e dálmatas quando me criou (sou branquela com muitas pintinhas escuras pelo corpo. Muuuuitas pintinhas mesmo).

Vários cabelos ao longo dos anos, uma das minhas primeiras fotos de batom vermelho, a época em que o jeans me servia e as pernas de algodão de fora
Vários cabelos ao longo dos anos, uma das minhas primeiras fotos de batom vermelho, a época em que o jeans me servia e as pernas de algodão de fora

Pense no que você gostava e não gosta mais, no que você esconde, em como você queria ser mas nunca foi. Talvez você um dia tenha tido pernas de algodão branquinho ou gotas de chocolate no corpo e isso tenha se perdido junto com a auto estima que os anos acabam roubando da gente. Vamos resgatar juntas? 🙂

Beijos, amores ♥

PS1.: Inicialmente esse post era sobre lookbook e moda e acabou tomando este rumo aí que vocês viram, totalmente diferente 😛

PS2.: Vou postar sobre o assunto em outro texto sem tantos desabafos, hahaha. Vocês tem sugestões?

Você sabe se olhar no espelho?

Você sabe se olhar no espelho?


Desculpem o sumiço! Probleminhas de saúde com pessoas muito importantes. Mas está tudo se encaminhando, e daqui pro final do mês espero voltar a postar diariamente. Além disso, tô correndo com minha monografia, e acabei deixando o blog parado… 😥 As coisas continuaram um pouco devagar até o Natal, infelizmente :/ Mas prometo postar sempre que possível, ok? ♥

Mas voltando ao post, que hoje não é de resenha, nem de dicas, nem de tutorial. Hoje é um assunto que vem batendo muito insistentemente na minha cabeça nos últimos dias.

Não tem jeito, toda vez que uma mulher passa próximo a qualquer superfície refletora, ela se olha nem que seja de canto de olho! 😛 Nós somos talvez inconscientemente atraídas por espelhos e pela própria imagem.

espelho,

Só que, ao mesmo tempo que ficamos horas nos mirando, temos uma guerra constante com a imagem projetada. Triste, mas a verdade é que a maioria de nós não sabe se olhar no espelho :/

Trabalhando como maquiadora, dando cursos e workshops, eu vi muitas cenas que ficaram marcadas na minha memória, e que pouco a pouco fui digerindo com o tempo. Muitas mulheres que têm aversão à própria imagem, e que muitas vezes não conhecem o próprio rosto. Estou falando rosto pra não dizer o corpo inteiro, e alongar bastante a reflexão, hahaha.

Fica bem claro perceber isso quando, de cara lavada, elas não querem nem se ver, ou de pronto exclamam alguma crítica antes mesmo que os olhos se fixem na imagem. Ao passo que depois de pronta a maquiagem, não largam mais o espelho e conseguem até se elogiar 🙂 Vejam bem, a questão não é condenar nem questionar o quanto uma maquiagem ou qualquer cuidado pessoal que seja tem impacto positivo na auto estima. Pelo contrário! Trabalho com isso, amo o que faço, e a minha maior recompensa muitas vezes é ver a satisfação da pessoa ao se olhar no espelho. Mas por outro lado, muitas vezes é triste como nós mulheres temos a auto estima castigada 😦

Falo nós, porque me incluo nisso! É um trabalho constante conversar com a mente e começar a desmistificar o que tanto ouvimos das pessoas e absorvemos da mídia sobre beleza. Tipo trabalho de formiguinha 😛

Mas é muito importante fazer isso. MUITO IMPORTANTE.

Pare e pense (sem se olhar no espelho!):

  • Você sabe a cor exata dos seus olhos? Não vale a cor genérica, tipo castanho ou verde. Estou falando da riqueza de nuances que mesmo os olhos escuros têm, e da grande gama de tons. Você sabe descrever o seu?
  • Desenhe num papel o formato atual das suas sobrancelhas. Não precisa ser desenhista, é fazer as linhas simples do formato, pensar na espessura, na cor, na quantidade de pêlos;
  • Consegue desenhar seus lábios? A forma, o volume, o contorno (ou ausência dele) e a linha que se forma entre eles quando se fecham, se os cantos são caídos, são pra cima, se é reto…
  • Sabe qual é o desenho do seu maxilar? O seu formato de rosto?
  • Como é o perfil do seu rosto, do seu nariz? É arrebitado, longo, fino, curto, etc;

Essas são só algumas perguntas que você pode se fazer e tentar responder às cegas. Pegue um papel largue de preguiça e faça o exercício. O resultado muitas vezes é um rosto diferente do que a gente realmente tem. Por que isso? Porque nós muitas vezes projetamos características que gostaríamos de ter quando nos olhamos no espelho, seja encontrando-as na imagem, seja criticando porque não as temos.

Aposto que as partes mais fáceis de fazer foram as que você mais detesta!

Isso é porque infelizmente temos a tendência de nos fixar nos defeitos (que não raro só existem na nossa cabeça) e maximizá-los como se eles tivessem mais destaque do que realmente possuem na imagem geral :/

Não se enganem, eu também vejo em mim muitos defeitos. E até hoje a primeira reação do meu cérebro ao ouvir um elogio é rebatê-lo com um defeito. Levei tempo para conseguir sorrir e agradecer 🙂 Já é um avanço, mas agora vem a parte mais difícil: acreditar neles. Com sinceridade, enxergá-los mesmo quando ninguém diz. São pouquíssimas pessoas que conseguem fazer isso, e se você também não é uma delas, vamos lá, tem muito trabalho nessa cachola pra fazer 😛

espelho

Não acontece da noite pro dia, não é fácil, mas da próxima vez que se olhar no espelho, em vez de rapidamente procurar os defeitos, procure algo que você goste. Enumere mentalmente as coisas que considera bonitas em si. Com o passar do tempo, isso se torna bem mais natural e verdadeiro.

Defeitos vão existir sempre, mesmo naquelas pessoas que achamos perfeitas (falando de aparência!) então vamos nos permitir alguns defeitinhos também, hahaha.

Mas sério, comece a se olhar no espelho e entender os seus traços, suas cores, suas formas e características de maneira pura, sem de cara lhes atribuir um juízo positivo ou negativo. Elas contam a sua história. Veja quem você é, do jeito que é, realmente 🙂 Se o espelho falasse (Branca de Neve feelings :P) seria bem mais fácil, mas pense que se trata de descoberta, e não de julgamento.

Depois de se conhecer melhor, vai ser bem mais fácil saber do que se gosta mais. E questionar o por quê de não apreciar outras coisas. Muitas vezes é puro preconceito e falta de auto conhecimento! Ou aquelas regras chatas que a gente tem subconsciente, tipo: lábios finos não podem usar batom escuro. Será?

Sua confiança vai aumentar, e a auto estima também, só que de maneira bem mais sólida. Você saberá melhor o que quer ressaltar, porque conhece o que mais gosta, o que tem de melhor. E o que precisa disfarçar ou não colocar atenção, seja pelo motivo que for, mas ele será mais consciente.

Com o passar do tempo, isso se expande pra outros setores da vida, como a personalidade, o corpo, o trabalho, os relacionamentos. E você se torna mais segura. Mais feliz.

Não, não sou um livro de auto ajuda. Só andei absorta em pensamentos 🙂

Fim de ano vem aí, e aproveite pra fazer um balanço da sua auto-imagem. Independente do resultado, em vez de colocar na sua lista de promessas do ano novo as coisas de sempre, tipo emagrecer, academia, etc, coloque um desafio novo:

Aprender a se olhar no espelho

Estou nesse aprendizado com vocês, vamos? ♥